A hepatite C é uma das principais causas de
câncer de fígado e outras doenças hepáticas e é a principal causa de
transplantes de fígado. As mortes por causa da hepatite C tiveram aumento na
última década e devem aumentar nos próximos anos.
Um estudo realizado na Universidade de Copenhague, na Dinamarca, publicado no "British Medical Journal" avaliou ensaios clínicos publicados sobre tratamento com interferon ou interferon peguilado e ribavirina em pacientes com hepatite C. A meta analise abrange os resultados de acompanhamento de mais de 1.156 pacientes tratados e são comparados a outros 1.174 infectados que não receberam tratamento.
Durante o período de acompanhamento (entre 6 e 8 anos) 81 pacientes que receberam tratamento antiviral desenvolveram câncer de fígado, a maioria estava entre os que não conseguiram sucesso e, entre os que não receberam nenhum tratamento o número de casos foi 47% superior, atingindo 129 infectados.
Nos pacientes que receberam tratamento e obtiveram a cura a probabilidade de desenvolver câncer no fígado foi 85% menor que nos que fracassaram ao tratamento, já os pacientes que não obtiveram sucesso com o tratamento apresentaram um risco 43% menor de desenvolver câncer que os pacientes que não receberam tratamento.
Ao analisar os dados conjuntos dos estudos observacionais os pesquisadores concluem que o tratamento da hepatite C com interferon e ribavirina reduz o risco de desenvolver câncer em 71% na comparação com pacientes que não recebem tratamento.
Os autores acreditam que os benefícios do tratamento antiviral para a prevenção do câncer de fígado é provável que seja menos pronunciada em pacientes infectados pela hepatite C sem cirrose ou fibrose já que apresentam menor inflação que pacientes com fibrose avançada ou cirrose.
Um estudo realizado na Universidade de Copenhague, na Dinamarca, publicado no "British Medical Journal" avaliou ensaios clínicos publicados sobre tratamento com interferon ou interferon peguilado e ribavirina em pacientes com hepatite C. A meta analise abrange os resultados de acompanhamento de mais de 1.156 pacientes tratados e são comparados a outros 1.174 infectados que não receberam tratamento.
Durante o período de acompanhamento (entre 6 e 8 anos) 81 pacientes que receberam tratamento antiviral desenvolveram câncer de fígado, a maioria estava entre os que não conseguiram sucesso e, entre os que não receberam nenhum tratamento o número de casos foi 47% superior, atingindo 129 infectados.
Nos pacientes que receberam tratamento e obtiveram a cura a probabilidade de desenvolver câncer no fígado foi 85% menor que nos que fracassaram ao tratamento, já os pacientes que não obtiveram sucesso com o tratamento apresentaram um risco 43% menor de desenvolver câncer que os pacientes que não receberam tratamento.
Ao analisar os dados conjuntos dos estudos observacionais os pesquisadores concluem que o tratamento da hepatite C com interferon e ribavirina reduz o risco de desenvolver câncer em 71% na comparação com pacientes que não recebem tratamento.
Os autores acreditam que os benefícios do tratamento antiviral para a prevenção do câncer de fígado é provável que seja menos pronunciada em pacientes infectados pela hepatite C sem cirrose ou fibrose já que apresentam menor inflação que pacientes com fibrose avançada ou cirrose.
COMENTÁRIO
Este é mais um dos tantos estudos que demonstram que o tratamento da hepatite C salva a vida de muitos infectados. Os números são de pacientes que receberam tratamento com interferon ou interferon e ribavirina. Se o tratamento fosse realizado com inibidores de proteases os quais apresentam uma possibilidade de cura muito superior, certamente os números encontrados seriam ainda muito mais favoráveis a necessidade de se tratar quanto antes todos os infectados.
Carlos Varaldo:
Este é mais um dos tantos estudos que demonstram que o tratamento da hepatite C salva a vida de muitos infectados. Os números são de pacientes que receberam tratamento com interferon ou interferon e ribavirina. Se o tratamento fosse realizado com inibidores de proteases os quais apresentam uma possibilidade de cura muito superior, certamente os números encontrados seriam ainda muito mais favoráveis a necessidade de se tratar quanto antes todos os infectados.
fonte:Antiviral therapy for prevention
of hepatocellular carcinoma in chronic hepatitis C: systematic review and
meta-analysis of randomised controlled trials - Nina Kimer, Emilie Kristine
Dahl, Lise Lotte Gluud, Aleksander Krag - BMJ Open 2012;2:e001313
doi:10.1136/bmjopen-2012-001313
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