terça-feira, 25 de junho de 2013

Genótipo 1b da hepatite C apresenta maior risco de desenvolver câncer

Um meta analises de 21 estudos publicados na literatura científica entre os anos de 1996 e 2007 conclui que o genótipo 1b do vírus da hepatite C é associado com um risco aumentado para o aparecimento de câncer no fígado, quando comparado com os outros genótipos existentes. 
A Dra. Sara Raimondi do Instituto Europeu de Oncologia de Milan, Itália, conclue que infectados com hepatite C possuem um risco maior que a população em geral de desenvolver câncer no fígado, e para identificar quais fatores são os principais desencadeantes analisou diversos estudos publicados, tendo todos eles em comum um único fator comparativo, que era a idade dos pacientes incluídos em cada um das publicações. 
Em todos os 21 estudos o genótipo 1b da hepatite C demonstrou que quando comparado com os outros genótipos a possibilidade de desenvolver câncer no fígado era quase o dobro. A estimativa era significativamente reduzida, embora ainda apreciável, quando somente eram comparados pacientes com cirrose com qualquer genótipo, porém, quando excluídos os pacientes cirróticos o genótipo 1b se destacava na possibilidade de desenvolver câncer. 
Concluem os autores que os dados desta meta analises mostram que os pacientes infectados com o genótipo 1b, inclusive os não cirróticos com qualquer grau de fibrose, que não conseguem a cura da doença com o tratamento, devem receber um acompanhamento maior em relação ao aparecimento de tumores no fígado, recomendando que deveriam ser realizados estudos para melhor entender os mecanismos moleculares que levam ao câncer um maior número de infectados com o genótipo 1b. 

COMENTÁRIO: 

Minha recomendação aos infectados com o genótipo 1b não é somente a de realizar periodicamente ultra-sons para detectar um possível tumor na fase inicial, quando a probabilidade de cura do câncer e muito alta, mas recomendo enfaticamente que devem fazer tudo o possível para negativar o vírus, para conseguir a cura. 
Se um tratamento fracassa devem procurar por todos os meios e possibilidades de retratamento, com estratégias diferentes de dosagens, da inclusão de outras drogas que conforme estudos em andamento podem aumentar a resposta terapêutica, preparando o organismo de uma forma melhor para obter maior resposta e realizando o retratamento com adesão total e com atendimento multidisciplinar para evitar efeitos colaterais ou interrupções. 

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Hepatitis C virus genotype 1b as a risk factor for hepatocellular carcinoma development: a meta-analysis. - Raimondi, S. et al. - J. Hepatol. 50, 1142-1154 (2009). 

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo

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