sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Diagnótico da Hepatite C

O diagnóstico da hepatite C é feito através de exames de sangue que medem a quantidade de anticorpos específicos contra o vírus da hepatite C (VHC) produzidos pelo organismo (testes sorológicos) e pela dosagem da quantidade de vírus no sangue (testes de biologia molecular).
 
A presença de anticorpos medida isoladamente significa que a pessoa teve contato com o vírus da hepatite C. Para confirmar hepatite crônica é necessário realizar a contagem do vírus no sangue através dos testes de biologia molecular que medem a carga viral (PCR – reação de polimerase em cadeia). Esses testes podem identificar, até no mínimo, 10 unidades de vírus por mililitro de sangue (10UI/mL). Além de confirmarem o diagnóstico da hepatite C, os testes de carga viral também são úteis na identificação da transmissão vertical (da mãe para o recém-nascido), em profissionais de saúde que sofreram acidentes com instrumentos pérfuro-cortantes e no acompanhamento da resposta ao tratamento.
Existem também os testes rápidos, que permitem identificar os anticorpos anti-VHC alguns minutos após a realização. Estes testes não requerem coleta de sangue, mas uma gota obtida por uma "picada" no dedo.
 
A importância dos exames laboratoriais.
Todo check-up deve incluir o exame das transaminases, mas é preciso prestar bastante atenção às pequenas alterações que surgirem em seus valores, por menores que sejam. Muitas vezes, elas serão atribuídas ao consumo de álcool, ao excesso de ferro no fígado, mas não se pode descartar a hipótese da presença de vírus e há exames específicos para respaldar o diagnóstico da hepatite C. Eles indicam a presença do antivírus VHC, ou seja, de um anticorpo contra o vírus C.
Se o PCR der negativo, o paciente deverá repitir periodicamente os exames, porque naquele momento a quantidade de vírus pode ser tão pequena que o exame não consegue detectar sua presença. Por isso, esses exames devem ser repetidos pelo menos uma vez por ano ou a cada seis meses preferivelmente, durante três ou quatro anos consecutivos. Quando, por meio da repetição, fica provado que a pessoa não tem mais o vírus porque o eliminou espontaneamente, ou que o tem numa quantidade mínima, o que é pouco provável porque o vírus apresenta alta capacidade de multiplicação, considera-se que o individuo está curado. Isso é mais comum acontecer nas crianças do que nos adultos, pois quando um adulto adquire o vírus da hepatite C, a probabilidade de não conseguir eliminá-lo, de ficar com o vírus cronicamente é de 80% a 85%. Numa criança varia entre 25% e 50%.
 

Evolução surda da doença.

Vamos começar tratando do check-up, uma avaliação de saúde a que muitas pessoas se submetem todos os anos. É muito comum aparecer nessa ocasião pequenas alterações nas transaminases (TGO ,TGP) e numa outra enzima chamada gama GT. Transaminases e gama GT são exames de sangue de rotina pedidos pelos médicos e que custam barato. No entanto, nem sempre se dá a importância que merecem às alterações dessas enzimas hepáticas e deixa-se de pesquisar a existência de vírus, como os das hepatites B e C.

Porque alguns pacientes evoluem para cirrose e outros não é um problema difícil de explicar. Muitas vezes, há a associação de causas: o vírus da hepatite C associado ao consumo de álcool ou ao vírus B pode provocar uma infecção oculta. Acontece que a própria hepatite C, isoladamente, pode ser causa de cirrose quando o organismo reage contra o vírus destruindo as células dentro das quais se instala. Para destruir o vírus, é necessário que ele destrua a célula, numa reação semelhante a que teríamos se bombardeássemos nossa casa para dar fim à invasão de um bandido.

Essa morte contínua de células hepáticas provoca a formação de fibroses, cicatrizes que produzem um quadro de cirrose, doença de evolução lenta. O paciente pode viver muitos anos se a cirrose estiver compensada e ele, convenientemente tratado.

Calcula-se que em torno de 20%. Os outros 80% vão carregar o vírus pela vida afora sem nenhum sintoma. Há, porém, um problema. A cirrose não tratada continua avançando e pode transformar-se em cirrose descompensada com todas as complicações implícitas: barriga-d´água, hemorragia e até câncer de fígado. O certo, portanto, é tratar a hepatite antes do aparecimento de cirrose ou, pelo menos, enquanto ela está compensada.

Avaliação da doença.
 
Após o diagnóstico é necessário avaliar o estágio da doença. Com este objetivo, outros testes devem ser realizados 2:
  • Genotipagem do vírus da hepatite C (VHC) – identifica o subtipo do VHC (1 a 6)
  • Biópsia hepática – avalia o grau da inflamação e fibrose do fígado
  • Alfafetoproteína – é um marcador que, quando presente, indica o aparecimento de câncer de fígado.


Concentração e tipos de vírus da Hepatite C

Quando o PCR revela que o vírus está no sangue procura-se, então, determinar a carga viral, ou seja, a concentração do vírus no sangue e o tipo de vírus, porque esses dados são relevantes para o tratamento. Hoje se sabe que existem vários subtipos de vírus C. No Brasil, os principais são 1, 2 e 3.Por que saber isso é importante? Porque o genótipo 1 é mais resistente ao tratamento, o 2 é menos resistente e o 3 está num nível intermediário. Na literatura mundial, o 3 é colocado junto com o 2 e ambos são considerados o não-1, mas nós temos constatado que o cirrótico com genótipo 3 é mais resistente ao tratamento do que o cirrótico com genótipo 2.

A evolução indesejável da doença não depende só da carga de vírus. Depende também de outros fatores como a reação do organismo à infecção pelo vírus ou à associação ao álcool ou a outras drogas. Há, portanto, vários fatores que interferem na progressão da doença. Parece, ainda, que quanto mais jovem o indivíduo for infectado, menor a probabilidade de evoluir para um quadro grave, ao passo que o inverso se dá com os mais idosos.


Diagnóstico

Responda as questões abaixo e descubra se você está no grupo de risco:

Você é hemofílico?
Você recebeu alguma transfusão de sangue ou similares antes de 1992?
Você já realizou alguma cirurgia, incluindo cesariana e dentária?
Você realiza tratamento para problemas renais, como hemodiálise?
Você usa piercing e/ou tem tatuagens?
Você já realizou tratamento com acupuntura?


Fonte: http://www.quebreosilencio.com.br/diagnostico/

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