sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Tratamento da Hepatite C

O tratamento tem como objetivo controlar a multiplicação do vírus e a progressão da doença. De forma geral, a diminuição da inflamação impede a evolução para cirrose e câncer de fígado.
Antes de iniciar o tratamento, é preciso considerar o risco de progressão da doença, a probabilidade de resposta ao tratamento, os efeitos colaterais dos medicamentos e a presença de outras doenças, como doenças psiquiátrica, cardíaca ou renal, doenças autoimunes, uso abusivo de álcool e outras drogas.:
Os objetivos do tratamento são:
  • Inibir a multiplicação do vírus
  • Aumentar a expectativa de vida
  • Melhorar a qualidade de vida
  • Diminuir a evolução para insuficiência hepática e transplante de fígado
  • Diminuir a transmissão da doença.
Existem vários medicamentos para tratar a hepatite C. Os medicamentos disponíveis no Brasil são: Interferon convencional, interferon peguilado alfa 2a, interferon peguilado alfa 2b, ribavirina e os inibidores de protease (telaprevir e boceprevir).
O uso combinado das medicações para tratar hepatite C resulta numa resposta melhor do que o uso de cada uma isoladamente. A escolha do regime terapêutico e a duração do tratamento varia de acordo com o genótipo do vírus, o grau de inflamação e fibrose do fígado.

Nos raros casos em que a hepatite C é descoberta na fase aguda, o tratamento está indicado por diminuir muito o risco de evolução para hepatite crônica, prevenindo assim o risco de cirrose e câncer. Usa-se para esses casos o tratamento somente com interferon por 6 meses.

O tratamento da Hepatite Crônica C vem alcançando resultados progressivamente melhores com o passar do tempo. Enquanto até há poucos anos alcançava-se sucesso em apenas 10 a 30% do casos tratados, atualmente, em casos selecionados, pode-se alcançar até 90% de eliminação do vírus (Resposta Viral Sustentada).

Utiliza-se uma combinação de interferon (“convencional” ou peguilado) e ribavirima, por prazos que variam de 6 a 12 meses (24 a 48 semanas). O sucesso do tratamento varia principalmente conforme o genótipo do vírus, a carga viral e o estágio da doença determinado pela biópsia hepática.

Pacientes mais jovens, com infecção há menos tempo, sem cirrose, com infecção pelos genótipos 2 e 3 e com menor carga viral (abaixo de 800.000 Unidades/mL) tem as melhores chances de sucesso. O novo tipo de interferon, chamado interferon peguilado ou “peg-interferon” é uma alternativa que vem alcançando resultados algo superiores aos do interferon convencional especialmente para portadores do genótipo 1 e pacientes com estágios mais avançados de fibrose na biópsia.

Os efeitos indesejáveis (colaterais) dos remédios utilizados em geral são toleráveis e contornáveis, porém, raramente, são uma limitação à continuidade do tratamento. A decisão de tratar ou não, quando tratar, por quanto tempo e com que esquema tratar são difíceis e exigem uma avaliação individualizada, além de bom entendimento entre o paciente e seu especialista.

Novas alternativas terapêuticas vêm surgindo rapidamente na literatura médica. Além de novas medicações, a adequação do tempo do tratamento a grupos de pacientes com características diferentes poderá melhorar ainda mais os resultados alcançados com as medicações atualmente disponíveis.

Estudos vêm mostrando que, para alguns pacientes, com características favoráveis, tempos mais curtos de tratamento possam ser suficientes, enquanto que pacientes com menor chance de resposta e, possivelmente, aqueles que não responderam a tratamentos anteriores, possam se beneficiar com tempos maiores de tratamento.
O Programa Nacional de Hepatites Virais do Ministério da Saúde tem um protocolo que rege o tratamento da hepatite C no Brasil.


Interrupções no tratamento e não respondedores.

Atualmente está demonstrado, inclusive pelas biópsias, que o paciente sempre se beneficia, mesmo quando não responde totalmente ao tratamento. Esse é um dado de suma importância. Embora o doente fique desanimado porque não conseguiu eliminar o vírus, as biópsias mostram que seu fígado melhorou muito em relação ao estado em que se encontrava anteriormente.

Parece, também, nesses casos, que o tratamento induz os casos de evolução da doença para formas mais graves. A pergunta, porém, continua sendo o que fazer com esses doentes. Existem algumas tentativas novas, mas sem resultados conclusivos, a respeito da possibilidade de usar pequenas doses de interferon a longo prazo com o intuito de manter a doença sob controle parcial. Esse plano terapêutico está sendo desenvolvido nos Estados Unidos, utilizando o interferon peguilado durante três ou quatro anos para observar diferenças na evolução da doença se comparada com a de pacientes que não se tratam.

Os pacientes candidatos a um transplante representam uma parcela importante. Os grupos de transplante têm verificado que a causa mais freqüente das indicações para transplante de fígado é a hepatite C. Isso porque a doença não dá sintomas e, quando eles se manifestam, o doente já está numa fase avançada, com barriga-d´água, icterícia, vomitando sangue. Nesses casos, não há outra indicação a não ser o transplante, mas a lista de espera é muito grande. Na verdade, a hepatite C tornou-se mais comum do que a hepatite B porque para a hepatite C não há vacinas.
 

http://www.quebreosilencio.com.br/diagnostico/











 

Um comentário:

  1. Ei Tony! Obrigado por essa paz de informação que você compartilhou sobre o Dr. Iyabiye sobre a cura da hepatite, ele é de fato uma bênção, entrei em contato com ele e me curei depois de aplicar seu tratamento. Ele me enviou o medicamento através do serviço de correio DHL foi fácil para mim e eu tomei o remédio por 4 semanas e fui para o hospital depois para um teste e foi negativo. Eu vim até aqui para lhe dizer que você está certo sobre a medicação dele, está tudo bem comigo agora. Muito obrigado. Apenas no caso de alguém lá fora, que vai gostar de alcançá-lo, aqui está o seu contato: iyabiyehealinghome@gmail.com Call / Whatsapp: +2348072229413

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